Aqui, a gente apresenta opiniões acerca de temas relacionados às discussões de gênero, sexualidade, racismo e LGBTfobia, sob um olhar do Feminismo e da Teoria Queer.
Foto: Reprodução/Facebook
Na prática, é nítido que o lugar de fala se contrapõe à invisibilidade de minorias sociais. O conceito representa a busca por protagonização, em que a pessoa que é inferiorizada fala por si, compreendendo sua luta. Entender lugar de fala é fundamental para auxiliar e combater relações de poder, hierarquias e desigualdades.
Em março deste ano, a Youtuber JoutJout, Julia Tolezano, produziu um vídeo sobre APACs (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) e contou com a participação de Valdecir, que participou do vídeo para divulgar o trabalho da associação. Porém, três mulheres, Gabrielle, Suzane e Raissa, fizeram um texto expondo o ponto de vista contra a ideia da cadeia “humanitária”. Todas as três, exercem alguma função no assunto, indo desde a Pastoral Carcerária, passando por historiadora e advogada.
Devido a polêmica do texto de Gabrielle, ‘JoutJout’ as convidou para participar de um outro vídeo, visto que ela, não entendedora do assunto, não conseguiria levar a mensagem que aquelas mulheres desejavam. Portanto, é notável um ponto positivo do lugar de fala nesse quesito, uma vez que foram chamadas mulheres negras e que estão lidando diariamente com o assunto em pauta, havendo legitimidade e dando espaço e voz sobre algo que não era proposto para a Youtuber falar.
Autor: Hayom Tovi C. Silva










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